Adega tem um mix que outros negócios não têm: garrafa fechada para levar, fardo para revenda e, em muitas casas, copo para consumir na hora. O equipamento muda conforme esse mix — uma adega só de varejo embalado precisa de bem menos hardware do que uma que também serve no balcão.
**Tela de venda.** Tablet 10" no balcão é o mais comum: cabe o catálogo inteiro de rótulos sem precisar rolar a tela toda hora, e o caixa lança a venda direto ali. Celular funciona bem para quem atende também na calçada ou faz entrega de proximidade e precisa fechar a venda fora do balcão fixo. Notebook entra na função de gestão — conferir estoque, fechar caixa do dia, ajustar preço de fornecedor — porque a tela maior ajuda a olhar número com calma.
**Leitor de código de barras.** É o equipamento que mais diferencia adega de outros segmentos. Com dezenas ou centenas de rótulos diferentes (cada vinho, cada cerveja importada, cada destilado é um SKU), digitar nome do produto manualmente trava o balcão no horário de movimento. Um leitor USB simples resolve boa parte disso: passa o código de barras da garrafa e o sistema traz o preço do produto cadastrado na hora, sem precisar buscar pelo nome na tela — desde que a consulta de preço por código esteja habilitada nas configurações do PDV.
**Quando entra impressora térmica.** Se a adega vende só garrafa fechada para levar, impressora é dispensável — o cliente sai com o produto e o comprovante pode ficar só na tela. Ela passa a fazer sentido quando a casa também serve no copo com preparo (drinque, chope, petisco): no atendimento em mesa ou comanda, a comanda de preparo é enviada e impressa antes do pagamento; já no balcão, a impressão do cupom acontece depois que o pagamento é confirmado. Nesse caso, some ao equipamento uma impressora térmica ESC/POS ligada a um mini PC — um computador pequeno que faz a ponte entre o PDV na nuvem e a impressora física.
**Fardo e caixa fechada.** Quando o cliente compra por fardo ou caixa fechada (revenda, evento, atacado), o jeito prático é cadastrar o fardo como um produto próprio, com seu preço e, se quiser agilizar o balcão, seu próprio código de barras para consulta de preço — assim como a garrafa avulsa tem o dela. O sistema não calcula sozinho quantas garrafas saem de um fardo; quem faz essa conta é o cadastro (o fardo como item independente, com estoque e preço próprios), não uma conversão automática entre unidades.
**Internet e rede.** Como o PDV roda 100% no navegador, sem internet não há venda, consulta de preço por código nem fechamento de caixa. Wi-Fi estável do estabelecimento é a base; se a adega também usa a impressora térmica, ela pode se conectar por USB no mini PC ou por rede, dependendo do modelo e da distância até o balcão.
**Quanto custa montar.** Adega só de varejo embalado começa com o que já existe: um tablet ou celular e, se o giro de SKU for alto, um leitor de código de barras (equipamento de baixo custo, sem mensalidade). O investimento em mini PC e impressora só entra quando o copo ou o preparo justificam ter uma comanda impressa circulando.