Impressora térmica de cozinha não tem placa de rede própria conectada à nuvem — ela recebe comandos ESC/POS (o protocolo padrão do mercado: negrito, corte de papel, abertura de gaveta, QR code) de um computador por perto. Como o PDV roda no navegador, alguém precisa fazer essa ponte entre "pedido lançado na nuvem" e "impressora física ligada". É aí que entra o mini PC.
No Gustto, o suporte oficial é para a Epson M352A, térmica de 80mm, ligada por USB ou rede ao mini PC que roda o Gustto Agent. Não há driver homologado para impressora jato de tinta, matricial ou impressoras fiscais — o protocolo é especificamente ESC/POS térmico. Se o seu estabelecimento já tem uma térmica ESC/POS de outra marca, vale testar antes de comprar equipamento novo, mas o suporte garantido é para o modelo homologado.
Na prática, o dono cadastra a impressora uma vez (nome, código, se é USB ou rede) e associa a um destino lógico — por exemplo "cozinha" ou "bebidas". Quando o garçom envia o pedido da mesa para produção, o sistema manda o job de impressão por WebSocket até o Gustto Agent, que imprime na hora. Se a impressora está ocupada ou a comunicação falha, o job fica pendente e é reenviado — a venda continua e ninguém trava o salão esperando a impressora responder.
Vale separar dois papéis: o mini PC é o computador físico que fica ligado no balcão ou na cozinha rodando o Gustto Agent; a impressora térmica é só o hardware de saída, sem inteligência própria. Trocar de impressora não exige trocar o mini PC, e vice-versa — são cadastros independentes dentro do sistema.
Um detalhe que costuma pegar quem vem de sistema instalado: a impressora térmica em si não guarda fila nem histórico. Se ela ficar sem papel no meio do rush, o pedido não se perde — ele continua registrado no sistema e pode ser reimpresso manualmente assim que a bobina for trocada.
Pense num sábado de movimento: o garçom bate a mesa 12 no celular e manda para a cozinha. Em segundos, a comanda sai impressa na térmica ao lado do fogão, com os itens e observações ("sem cebola", "ponto da carne"). Ninguém precisa gritar o pedido nem levar papel andando até o balcão. Se nesse momento a bobina acabar, o cozinheiro só avisa quem está no caixa, troca o papel e pede a reimpressão — o pedido já está salvo, não precisa ser digitado de novo.
Quem está comprando impressora pela primeira vez também pergunta sobre conexão: USB é mais simples de configurar (um cabo, uma porta), rede exige que a impressora tenha endereço IP fixo na rede Wi-Fi ou cabeada do estabelecimento — mais prático quando o mini PC fica longe da cozinha, mas depende de uma rede estável. Nos dois casos, o cadastro no sistema é o mesmo: nome, código único e o destino lógico da impressora.