Restaurante pequeno não tem gente sobrando para operar um sistema complicado. Antes de assinar qualquer coisa, escreva numa folha como funciona o seu dia hoje: quantas mesas, se usa comanda de papel, quem fecha o caixa à noite e quantas pessoas vão mexer no sistema (dono, garçom, cozinha).
Com essa lista em mãos, o teste decisivo é operacional, não a lista de features do site. No período de trial, simule um dia inteiro: abra o caixa de manhã, lance um pedido de mesa, envie para a cozinha, registre o pagamento dividido entre dois clientes e feche o caixa à noite conferindo dinheiro, Pix e cartão. Se o garçom ou o caixa travar em algum desses passos, é sinal de alerta — não adianta o sistema ter relatório bonito se o fluxo do dia a dia é lento.
Pergunte também como funciona a impressão de comanda. A maioria dos sistemas em nuvem, incluindo o Gustto, usa um mini PC pequeno ligado à impressora térmica para imprimir os pedidos na cozinha — vale confirmar isso antes de contratar, porque é um custo (ainda que baixo) que não aparece no preço da mensalidade. Pergunte também o que acontece se a impressora falhar no meio do rush: o pedido trava ou continua e alguém reimprime depois? No Gustto, por exemplo, falha de impressão nunca bloqueia o pedido — ele segue normalmente e dá para reimprimir manualmente depois.
Estoque é outro ponto: se o seu restaurante controla ingredientes ou insumos com precisão, veja se o sistema baixa o estoque automaticamente quando o pedido é feito e se avisa quando algo está acabando. Se você só quer lançar pedido e fechar conta, pode ser que o módulo de estoque nem seja prioridade agora — mas vale saber se dá para ativar depois sem trocar de sistema.
Permissões também importam num time pequeno: o dono não quer que o garçom cancele pedido sozinho, e é comum restringir sangria e fechamento de caixa a quem tem mais confiança. Veja se o sistema tem perfis diferentes (garçom, caixa, gerente) com PIN próprio, em vez de todo mundo usando o mesmo login. Também vale checar se dá para ver quem fez cada ação — cancelamento, desconto, sangria — quando algo não fecha no final do dia.
Não deixe de perguntar sobre suporte: quando o sistema trava no meio do jantar de sexta, você quer alguém respondendo rápido, em português, e não um ticket em inglês que demora dias. Compare se o suporte é por e-mail, chat ou WhatsApp, e se isso muda conforme o plano contratado.
Por fim, olhe o custo total: mensalidade, quantas lojas e impressoras o plano cobre, e quais recursos são add-on pago (emissão de nota fiscal e cardápio digital, por exemplo, costumam ser cobrados à parte). Compare isso com o que você paga hoje — planilha, caderno ou outro sistema — e decida com a equipe que vai usar o sistema todo dia, não só você.